PRIMEIRO RADIOAMADOR DOS AÇORES
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Marshall S. Killen

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O primeiro Radioamador dos Açores surgiu
na nossa cidade, chamava-se, porque faleceu a 03 de Janeiro de 1994 no
Canadá, Marshall S. Killen. Nasceu em 1904 no norte da Irlanda.
Perito em comunicações foi contratado pela Wester Union e
colocado no sector daquela companhia cabográfica na cidade da Horta
1927.
Transferido de Anzio, Roma, chegou á Horta em julho daquele ano. Trazendo já o vírus do raioamadorismo Killen recebe de Lisboa o indicativo EP3MK, na altura, ainda não havia indicativos para os Açores, por isso foi-lhe atribuído um da ilha da Madeira. |
Em 1928, porém é contemplado com o indicativo dos Açores EP2II, tornando-se, assim no primeiro radioamador do Arquipélago. Mais tarde, com a reunião internacional da I.A.R.U., foi atribuído o indicativo CT2AA.
| Em 1928, porém é contemplado com o indicativo dos Açores EP2II, tornando-se, assim no primeiro radioamador do Arquipélago. Mais tarde, com a reunião internacional da I.A.R.U., foi atribuído o indicativo CT2AA. |
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Comigo estavam diz Marshall Killen nas suas recordações da Horta, Max Corpusius CT2AB, seu irmão Gus Corpusius CT2AC ambos trabalhando para a companhia alemã «German Cable Co».
Depois, refere ainda , Jok Davies, seu colega de trabalho na Wester Union recebe o indicativo de CT2AN.
Em 1929, surge o primeiro Radioamador na ilha de São Miguel, um sujeito que trabalhava para a companhia Philco. Somente em 1930 é que apareceram mais algumas estações na Horta.
Finalmente, refere, «quando saí da Horta em 1940, já existiam 26 estações nos Açores».
O seu trabalho terminou na nossa cidade após o início da 2.ª Guerra Mundial e, então o Marshall emigra para o Canadá e ingressa na RCAF Força Aérea Canadiana.
Depois da Guerra o sue indicativo foi dado a um militar radicado na Base das Lages na ilha Terceira e só ao regressar de novo ao Canadá em 1945 readquiriu indicativo VE3MK.
Tudo construção caseira
Em 1927 afirma o nosso primeiro Radioamador, tudo era de construção caseira como se pode ver nestas fotos.
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Lâmpadas 6L6S eram as
mais usadas. Somente no começo da guerra é que apareceram
as lâmpadas 897S.
Não me recordo das lâmpadas finais do rádio em 1935, mas lembro-me das 6L6S usando 400volts de placa e que lhe davam um bonito brilho. O meu receptor era um 1-0-2. 1RF, detector e dois amplificadores de audio |
Morei na Lomba do Pilar
| Com o indicativo CT2AA, depois de 1931, casei
e fui viver para uma casa de um só piso no cimo da cidade da Horta,
A minha antena era uma Super Zepp. Perante o mundo, eu era um verdadeiro
DXRS.
O meu indicativo em Anzio Itália onde me encontrava quando fui para a Horta era EI1HX depois foi mudado para I1HX quando o prefixo EI foi dado á Irlanda. |
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Primeira expedição DX do Mundo
Nos finais de 1928, continua Marshall organizei a primeira expedição DX do mundo quando, conjuntamente com Max CT2AB e vários outros ajudantes, transportamos uma estação de rádio para o cimo do pico da ilha do Pico. O nosso melhor contacto foi uma estação da Noruega, porque as condições eram péssimas.
Em 1930, em rota para a Irlanda, a bordo do navio Carvalho Araújo operei até a Lisboa um rádio que levava comigo. Estes foram os dias mais felizes deste meu novo «hobby» que se manteve vibrante e nunca maçador.
Contacto com o Zepplin
| Eu e o Max tivemos o prazer de descer dos 50Mhz para os 36Mhz e contactar o Zepplin «GRAF» com o indicativo «DENNE» em rota de Nova York para a Alemanha. O dirigível sobrevoou a Horta para fotografar a cidade. Em resultado, o rádio - operador mandou-nos esta bonita fotografia da cidade da Horta quando voltaram à Alemanha. |
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Marshall Killen quando escreveu estas recordações tinha 82 anos e residia em Waterloo, Ontário e na sua sala,comprova ainda, através da foto da cidade da Horta, que não esqueceu os tempos que aqui viveu. |